Etanol é esperança para aumentar consumo de calcário em São Paulo

25 de fevereiro 2021

Expectativa da indústria produtora de calcário no estado é que o consumo em 2021 apresente uma alta próxima de 10%

Foto: Divulgação

O consumo de calcário no agronegócio paulista em 2020 teve uma leve alta, na casa de 2,8%. A ampliação se dá na comparação com o ano anterior.

A expectativa da indústria produtora de calcário no estado é que o consumo em 2021 apresente uma alta próxima de 10%. A política de combustíveis adotada pela Petrobrás tende a levar parte dos motoristas a abastecer com etanol, o que impulsionará a indústria canavieira nos próximos meses.

A avaliação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical), João Bellato Júnior.

“Continuamos muito aquém da real necessidade de aplicação de calcário, mas este cenário que parece ser imposto pela Petrobras em relação aos combustíveis, quando analisada junto com a política cambial, deve fomentar o etanol agora no início da safra canavieira. No caso de São Paulo, é uma projeção positiva para nosso setor”, declara Bellato.

Em 2019, o consumo ficou em 4,4 milhões de toneladas. No ano passado, chegou a 4,5 milhões de toneladas. O cenário de pandemia não alterou a aplicação do produto, conhecido por corrigir a acidez do solo – problema que reduz a produtividade em todo o Brasil. Ele fornece nutrientes ao solo (Cálcio e Magnésio), neutraliza os efeitos do Alumínio tóxico e melhora a absorção de água pelas plantas.

Para Bellato, o consumo paulista poderia ser pelo menos 50% maior, perto de 7 milhões de toneladas. A aplicação ganhou espaço nos novos plantios, mas esbarra nas culturas já em andamento. “Há uma percepção cada vez maior de que calcário é uma tecnologia importante na qualidade do solo, refletindo diretamente em maior produtividade e nos resultados para o empresário”, relata.

Também chama a atenção para a recuperação das áreas afetadas pela erosão, problema que afeta 20% das áreas cultiváveis no Estado. Ainda representa menores custos, já que solo corrigido aproveita melhor os nutrientes, por exemplo, dos fertilizantes.

Consumo de calcário no agronegócio paulista:

2019 – 4.409.796 toneladas

2020 – 4.536.003 toneladas

Fonte: Sindicato da Indústria do Calcário Agrícola no Estado de SP (Sindical).

Voltar