Indústria de máquinas na região anuncia crescimento e espera novos investimentos

31 de outubro 2018

No ano, foram mais de 12 mil contratações no setor

Foto: Divulgação

A receita da indústria de máquinas e equipamentos no Brasil registrou em setembro retração de 4,1% em relação a agosto, mas manteve a tendência de recuperação anual ao crescer 13,4% ante o mesmo mês do ano passado. O resultado acumulado no ano sinaliza fortemente uma tendência de recuperação, e alcançou 7,4% de evolução de janeiro a setembro.

Exportações e a valorização cambial geram o cenário. O mercado interno ainda está na dúvida na hora de investir. As avaliações são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que nesta terça-feira, 30 de outubro, anunciou os números de setembro para o setor.

Para o presidente do Conselho de Administração da Abimaq, João Carlos Marchesan, a reindustrialização do país deve ser uma das prioridades do presidente eleito Jair Bolsonaro, para que a retomada da economia se torne sustentável. Dirigentes da associação têm se reunido com Bolsonaro e assessores.

“Somente com a reindustrialização é que voltaremos a crescer e gerar emprego e renda”, afirma Marchesan. Os pedidos aos auxiliares do presidente eleito são de juros menores no capital para investimento, câmbio previsível e retomada das obras paralisadas.

O vice-presidente da Abimaq e empresário na região de Piracicaba, Erfides Bortolazzo Soares, acredita que, passadas as eleições, e com a definição das diretrizes econômicas pelo futuro governo, “devamos ter uma maior tendência aos investimentos, reforçando o atual cenário de crescimento do setor”.

As vendas do setor no mês passado continuaram superando 2017, mas ainda distante do período pré-crise (2011-2014). Por sazonalidade, o último trimestre deste ano terá menos negócios, mas isso não deve impedir o setor de encerrar 2018 com crescimento nas vendas ao redor de 7% em relação a 2017.

As exportações das associadas registram fortes oscilações. O recuo em setembro foi de 24,7%, após alta de 43,5% em agosto. O crescimento acumulado em 2018 chegou a 10,9% - até agosto, a alta era de 13,9%, na comparação com o ano passado.

O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) ficou 1,4 ponto percentual acima do nível de agosto (76,3%). A maioria dos pedidos é de bens seriados direcionados ao mercado externo. Ainda são poucos os pedidos de máquinas de grande porte, o que reforça a tese de um mercado interno titubeante em relação ao médio e longo prazos.

“Quase 46% do nosso faturamento resultam de vendas para o exterior”, contou José Velloso, presidente executivo da Abimaq.

O setor encerrou setembro com 301,4 mil pessoas ocupadas, alta de 0,5%, em relação a agosto último. Este é o nono mês consecutivo de crescimento no quadro de pessoal. No ano, foram mais de 12 mil contratações.

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