Construção: reunião discute divulgação da BIM em Limeira

25 de outubro 2018

Rogério Moreira fez uma apresentação sobre o tema a empresários e lideranças de entidades da Construção Civil

Foto: Divulgação

Os processos e práticas ligadas à Modelagem da Informação da Construção têm avançado. Obras de órgãos públicos federais estão adotando a modelagem, cuja sigla em inglês é BIM. Em breve, os governos estaduais e municipais, bem como a iniciativa privada, devem ser os novos espaços alcançados de forma mais intensa.

A avaliação é de Rogério Moreira, agente de inovação da Rede Senai SP que atua com foco na no segmento da Construção Civil. Moreira fez uma apresentação sobre o tema a empresários e lideranças de entidades do setor, no Ciesp Limeira, no último dia 19 de outubro.

O presidente do SINCAF, Mário Sérgio Lala, esteve presente. “Somos adeptos de toda prática de melhoria na gestão. A produtividade no setor ganhará com a BIM, além da qualidade daquilo que entregamos aos nossos clientes”, disse Lala, após a apresentação de Moreira.

O diretor do SINCAF, Roberto Martins, também acompanhou a apresentação. A intenção do Senai é que haja disseminação da informação envolvendo a modelagem. Um instituto de tecnologia voltado à construção está sendo implementado pelo Senai no estado.

A ferramenta de planejamento utiliza um modelo virtual em três dimensões para projetar toda a construção antes de iniciar os trabalhos no canteiro de obras. Assim, há melhor utilização dos recursos disponíveis para a obra, bem como emprego racionalizado da mão-de-obra.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção estima que, se metade das empresas do setor adotar a modelagem nos próximos 10 anos, o segmento crescerá cerca de 7%, recuperando um terço de sua força perdida a partir da crise de 2014.

A previsão é que o desenvolvimento de projetos construtivos por meio de ferramentas virtuais geraria um aumento de aproximadamente R$ 22 bilhões no PIB do setor, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Hoje, somente 10% das empresas emprega ferramentas virtuais.

Projetos em ambiente virtual permitem a redução dos custos totais das obras, a partir da simulação completa, o que previne erros. Até mesmo os termos aditivos ao contrato inicial, comuns no setor, apareceriam em menor quantidade.

Rogério Moreira avalia que, nos países em que a BIM está mais avançado, os resultados são positivos. No Brasil, a estratégia nacional de disseminação da modelagem, com foco em obras públicas, surgiu a partir do Decreto Federal 9.377, editado em maio desse ano. “No mercado privado de obras, o BIM vem ganhando bastante força também”, relatou Moreira.

Mário Sérgio Lala destacou que o SINCAF integrará as ações necessárias para divulgação e inserção de seus associados na modelagem. “A tecnologia chegou para ficar”, disse.

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