Barreiras na aplicação dificultam uso da tecnologia no agronegócio

19 de outubro 2018

Tecnologia agrega valor aos produtos e otimiza o trabalho no campo

Foto: Divulgação

A adoção de processos tecnológicos é uma necessidade percebida pela cadeia produtiva do agronegócio. Porém, sua aplicação se mostra difícil, comprometendo os resultados de um produtor cada vez mais preocupado com os custos.

Essa foi uma das conclusões da 11ª edição do Encontro de Marketing em Alimentos e Agronegócio, realizado na Esalq/USP, em Piracicaba. Os desafios do marketing na era digital pautaram as discussões, ocorridas ao longo do dia 13 de setembro.

“Muitas vezes a administração do negócio no setor agrícola tem uma cultura analógica, diante de um consumidor que pensa digitalmente”, disse Fábio Viotto, da Ouro Fino Saúde Animal. Para Hugo Santos, da empresa Sanavita, as marcas precisam mudar o foco sobre o cliente. “Não é estar de olho, é olho no olho (do cliente)”, afirmou.

A ação requer um trabalho que começa na própria empresa. Sedenir Júnior, do marketing da Starbucks, mostrou o trabalho para que os primeiros influenciadores junto aos consumidores sejam os profissionais que atuam na rede de lojas da empresa. A prática mostrou, por exemplo, a necessidade de desenvolver um café com aroma que reunisse grãos de vários estados brasileiros. Também pauta ações promocionais, como produtos vendidos somente no período do Carnaval.

Cristina Bertelli, do canal Terra Viva, do grupo Bandeirantes, destacou o impacto no mundo das comunicações. “A informação transmitida tem que ser correta. Mesmo assim, o público vai fazer sua avaliação daquilo que foi transmitido”, afirmou. “A empresa precisa provar que a solução que ela tem para a dor do cliente é a melhor”, complementou Mirgon Brandt, da área de marketing e vendas da Inceres.

As apresentações foram acompanhadas por estudantes, pesquisadores e profissionais que trabalham com marketing em alimentos e agronegócio. Ainda houve oficinas na área. A realização do encontro foi do grupo Markesalq, Esalq Food e o CertAgro.

Voltar