Joias folheadas de Limeira gerarão souvenires para Copa e Olimpíada

25 de junho 2013

Seminário ocorreu no Museu da Joia em Limeira

Foto: Divulgação

Um seminário no último dia 18 de junho apontou alternativas para que a cadeia produtiva de joias folheadas de Limeira gere souvenires para comercialização junto aos turistas que virão ao Brasil ao longo dos dois próximos eventos esportivos de grande porte – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

O seminário Brasil Criativo integra o Projeto de Estimulo à Inovação, Competitividade e Desenvolvimento Integrado da Cadeia Produtiva de Gemas, Joias e Bijuterias, organizado pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileira de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). A realização em Limeira contou com a organização da Vice-Presidência Regional do Sindijoias (Sindicato das Indústrias de Joalheria, Bijuteria e Lapidação de Gemas do Estado de São Paulo).

Somente 12 cidades no Brasil receberam os seminários. Limeira foi escolhida por integrar um Arranjo Produtivo Local (APL) que reúne cerca de 400 empresas. A iniciativa ocorreu no Museu da Joia, onde estavam presentes dirigentes do Sindijoias; o presidente da Associação Limeirense de Joias (ALJ), Rodolfo Mereb Júnior; o gestor de projetos do Escritório de Piracicaba do Sebrae, Laurival Barbosa Neto; comerciantes da avenida Costa e Silva, tradicional ponto de venda de joias folheadas; artesãos e designers.

“É uma grande oportunidade de negócios para as empresas de Limeira”, disse Ed Wilson Franzini, diretor do Sindijoias, que representou o vice-presidente estadual da entidade, Dionísio José Gava Júnior, no evento. Dionísio se ausentou por estar em visita a uma feira do setor.

“Queremos promover a criação, a fabricação, distribuição e venda ao consumidor de produtos criativos, que incorporem os valores da sustentabilidade. E hoje sustentabilidade é econômica, ambiental, social e cultural”, disse Fernando Suzana Guimarães, coordenador da ação Brasil Criativo. A cadeia produtiva será capacitada para atender não apenas aos grandes eventos, mas também aos mercados turísticos e de exportação.

Guimarães relatou os casos dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, e das Copas do Mundo da Alemanha (2006) e África do Sul (2010), nos quais as vendas de lembranças aos turistas movimentaram a economia. Numa Copa, por exemplo, pesquisas mostram que o turista assiste ao jogo em uma cidade, mas visita pelo menos mais três outros municípios. 83% dos turistas numa Copa fazem outros passeios, além dos jogos.

O projeto tem como seus principais públicos designers, artesãos e empresas de menor porte, com potencial para participar da concepção, fabricação e comercialização de artigos para presentes, lembranças e souvenires, particularmente localizados em APL. Serão envolvidas diretamente 900 empresas, sendo 600 indústrias e 300 varejistas.

Cidades sede da Copa do Mundo e municípios com APL são os locais abrangidos pela ação.

A próxima etapa do Brasil Criativo envolverá as oficinas de conceito. Em data a ser definida, a oficina vai transferir aos participantes atributos que devem estar presentes tanto nos produtos e embalagens, quanto no material de visual merchandising.

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